Juggler Rogrio Piva
Juggler Rogrio Piva
compartilhar

Documentário Circo para todo o mundo

Documentário Circo para todo o mundo

"Todos os lugares que já percorri me fazem entender um pouco a dimensão e a quantidade de coisas mais que ainda poderia vivenciar. Portanto, saboreio com intensidade esse mundo já construído e que tem uma diversidade maravilhosa. Qualquer lugar é minha casa, qualquer pessoa é minha família e minha arte é o portal que se oferece para eu desfrutar todo esse mundo como meu quintal."

Documentário sobre uma das viagens do malabarista Rogério Piva por povoados do interior do Ceará, no nordeste do Brasil. No vídeo, Piva conta um pouco sobre a importância da democratização e da descentralização da arte como uma ferramenta de transformação na sociedade e coloca essa responsabilidade também para o artista que tem apenas virado uma mercadoria a mais nesse sistema onde tudo é comercializado, assim, só quem pode pagar, pode ter acesso e isso limita uma grande parcela da população que não tem o privilégio geográfico ou financeiro que a permita estar presente nos eventos. No vídeo, a câmera acompanha Piva no seu fusquinha, que ele chama de Pitanga, chegando em um pequeno povoado, organizando e realizando o espetáculo sobre a calçada de uma pequena capela. O documentário se passa na cidade Quixeré, no povoado de Lagoa do Boi. Um documentário emocionante onde a cena poética do lugar, mesclado com os habitantes locais e o circo que unifica e transforma.

Confira no documentário

https://www.youtube.com/watch?v=80fkFNVPSTw&t=11s

 

"Nos caminhos pelo sertão do Ceará, cheguei de repente na pequena cidade de Quixeré. Na praça, encostei meu fusca, sob os olhares atentos e desconfiados. Pouco a pouco fui armando o cenário. Sem tímidez, crianças se aproximaram a perguntar, alguns senhores encantados pelo pitanga(nome do meu fusca), me davam boas vindas. Tudo pareceu sincronizado e beirando a perfeição. Fiz um primeiro show no sábado, na Praça do Pontal e ao me despedir para seguir o meu destino, já surpreendido pelo acolhimento, pediram-me para não ir e fazer novamente no domingo. Foi uma relação de respeito, de importância no que eu faço, de relevância para eles. Como artista de rua, que temos de lidar com os diversos preconceitos e muitas vezes como um estorvo na cidade, aqui, só presenciei o desejo de que eu permanecesse. Retornei no domingo, na Praça da Matriz a as pessoas da cidade haviam comentado sobre o show entre eles e começaram a chegar com suas famílias, até mesmo de outras cidades próximas. A missa terminou e o meu show começou. Sem muito esforço, pude falar, recitar, declamar, pois o público educadamente escutava-me em silêncio minhas histórias seguidas da melodia do acordeon, me olhavam e me escutavam atentos a cada palavra do meu nomadismo.
O silencio se rompia quando os malabares voavam pelos ares desafiando os ventos, quando eu me equilibrava sobre o monociclo e todas as peripécias. Mas o que quero ressaltar é como Quixeré me acolheu, e não digo pelas generosas contribuições, mas ao respeito pela arte que ofereci, pela compreenção ao nômade que represento, pela atenção nas minhas palavras, pela tempo compartilhado tão verdadeiramente, pelo acolhimento e preocupação sobre onde eu dormiria ou comeria. Fazia tempo que um show de rua no Brasil não me preenchia tanto como aqui aconteceu. Me enche de esperança e de vontade de seguir esse Brasil levando o melhor de mim.
Obrigado Quixeré, obrigado pelo privilégio de sentir-me em família, de sentir-me em casa."

 

 

Vídeo em Destaque

Galeria de Fotos

Galeria de Fotos

Premio e Participações

Premios

Facebook

Copyright © 2016 - Todos os direitos reservados
Desenvolvido por EuroTI Web