O artista, que é natural de São Paulo (SP), faz sua última apresentação na capital acreana nesta sexta-feira (29), na Baixada da Sobral. Mas, ele já passou pelos bairros Bahia Velha, Jequitibá e também por Senador Guiomard, no interior do estado.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/A/H/ltU47nSjOtnMvaayzmBw/circo.png)
Isso porque, de acordo com o artista, o circo é autosuficiente com o povo como financiador, ou seja, não é cobrada uma taxa para entrada, mas ele deixa o chapéu e as pessoas colaboram da forma que podem. O malabarista também se mantém com a venda de livros que têm publicados.
Espetáculo é levado a quatro locais no Acre — Foto: Arquivo pessoal
O show é ao ar livre com um tom poético e nostálgico. Piva acredita ter se apresentado para cerca de mil pessoas em três espetáculos no Acre.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/A/F/YgAxcBQBeQVfAGGARnBg/art.png)
Rogério Piva leva o circo de forma democrática às pessoas — Foto: Arquivo pessoal
O grande parceiro de Piva é o seu fusca Pitanga, formando o Circo do Pitanga, que ficou baqueado ao cortar a Transamazônica e precisou de reparos. É nele que o malabarista carrega todos os equipamentos que são uma sanfona, bolsa de malabares, dois monociclos, corda bamba, tapete vermelho, cortina, varal de luz e ribalta, que é o picadeiro, e mais 30 bancos para a plateia. Além disso, ele leva seus objetos pessoais, ferramentas e a caixa com livros. E assim ele segue levando sua arte Brasil a fora.
Mas, até chegar nesse projeto atual, foram muitas outras histórias. O artista relembra que no passado conheceu a arte por meio de um projeto social e por isso decidiu expandi-la com o seu trabalho.
“Sou malabarista e tive contato com a arte em um projeto social na periferia de São Paulo. Nasci e me criei em um contexto de violência e tráfico de drogas, e um projeto social chegou para dar assistência sociocultural para aquela molecada que ficava na rua. Nas comunidades, as únicas coisas que chegam é bar e igreja e essa molecada não tem referência da diversidade que é a cultura no nosso país e nem acesso a coisas que vão empoderar e ajudá-los a descobrir seus talentos”, contou.
A partir deste projeto que ocupou os dias dele com teatro, esporte, dança e circo, Piva aprendeu o malabarismo e começou trabalhando nas ruas e depois foi para o circo, viajou o mundo, com passagem por 37 países, recebeu prêmios internacionais, chegou a fazer show para o papa e participou de diversos espetáculos.
Foram anos de viagens e grandes palcos, mas isso não seria suficiente para o artista que ainda queria algo mais e saiu para ir às ruas e levar o seu espetáculo para comunidades rurais e comunidades periféricas do Brasil.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2022/C/L/w3Uk1oQiu9WrfuN23Tjg/viagem.png)
Fusca é o principal parceiro do artista — Foto: Arquivo pessoal
Além disso, ele se mantém com a venda de livros que tem publicado, conta com a ajuda de parceiros, como o do Clube do Fusca em Rio Branco , e do projeto social Amigos Solidários e em algumas cidades das Secretarias de Cultura, como ocorreu em Senador Guiomard, no interior do Acre.
Ao sair do Acre neste sábado (30), ele segue para o Peru, onde vai participar de um festival andino.
Fonte:
Alcilete Gadelha - G1 AC