
Rogério Piva é um saltimbanco contemporêneo, um artista nômade que segue este vasto planeta fazendo suas apresentações. Desta vez, chegou nas Ilhas Fiji, o mais loge até agora. Rogério Piva dedicou seu tempo de 1 mês a fazer apresentações em escolas públicas, nas ruas da capital Suva e em algumas comunidades do interior. O trabalho de descentralização continua nos objetivos do artista e não mede esforços para chegar em cada vez mais lugares. Na Capital Suva surpreendeu a população que se deparou com a surpresa de um artista circense internacional chegar de repente e ocupar as ruas com espetáculos de malabarismo e equilibrismo. O saltimbanco também visitou a região de Nadi, mas ficou a maior parte do tempo nas imediações de Suva.

Em nadi, na visita a uma escola pública da região, relata:" Em meio ao lugar paradisíaco visitado por tanta gente, eu vou chegando pelos cantos, longe dos cabelos loiros e olhos azuis. Essa criançada teve o primeiro encontro com um saltimbanco, com um artista de circo e nos divertimos muito nesta brincadeira e me senti tão amado, tão acolhido. A mensagem foi capitada, compreenderam cada palavra e gesto, cada momento de riso e também de escuta, o de puderam refletir, pensar e melhor entender. Ao fim do show, naquele sol quente, todos haviam voltado para as salas de aula, eu fiquei lá sentado, descansando e pensando na longa viagem até ali. De repente, vem na minha frente uma garotinha, com sua longa trança e um sorriso largo, me olhou com ternura e depositou algumas moedas no meu chapéu, me abraçou em seguida e se foi. Em poucos segundos, mais crianças vieram e foram jogando moedas naquele chapéu já tão usado e amarrotado. Mais e mais crianças se aproximaram e colocaram suas contribuições, todos sorrindo e orgulhosos, me olhavam esperançados no meu regresso, mas felizes sabendo que poderiam colaborar para que eu chegasse em mais lugares. Chorei! Pois diante do coração confuso, cheio de dores da saudade, chorei por saber que a singeleza do que faço, eles encheram com importância. O maior combustível que poderia ter."
Rogério Piva foi convidado a fazer uma apresentação para um grande evento em Suva, o Showcase onde foi um sucesso, o que gerou um convite para retornar no próximo ano.
Nas ruas, se deliciou com a alegria do povo fijano e muitos dos vídeos que fizeram, viralizaram na internet, pois pra maioria, era a primeira vez que viam algo assim e estavam espantados que este saltimbanco brasileiro pudesse ter chego até aquele pequeno pedaço de terra no meio do Oceano Pacífico.
"Na Capital das Ilhas Fiji, sigo explorando mais das ruas. Estes lugares
que visito, não são visitados por outros artistas. Portanto, como a maioria nunca viu um artista de circo, ainda mais um brasileiro que aparece assim de repente, eles se esbaldam com o show e são muito curiosos sobre como cheguei até aqui, como vim viajando e viajando até chegar nesta ilha no meu do Pacífico. Sim! Sou um tanto misterioso pra eles, poderia dizer até um ser encantado, que carrega segredos e sabedorias ocultas. Sou só um saltimbanco apaixonado por chegar nestes lugares e fazer arte para o povo. Uma lógica eu coloco, já que vim do que chamam 3°mundo, sendo aqui, também considerado 3° mundo, então se tenho que chegar pra fazer arte nas ruas para povos, que seja de colonizado para colonizado, porque o que o se nota é que só tenha colonizado fazendo arte pra colonizador. Ou seja, por que tanto esforço sempre pra Europa e EUA?"
Também visitou escolas e até mesmo uma escola de crianças com deficiência visual.

O mais intenso desta incrivel jornada, foi estar na comunidade Nabuka Visi onde chegou lá numa simples tarde e articulou com os líderes um espetáculo, foi algo fantástico para a comunidade e também para Piva que permaneceu por lá por alguns dias onde participou um pouco do cotidiano daquele povo, foi cuidado e alimentado, além de tudo, de ter ido conhecer uma linda cachoeira, sendfo guiado pelas crianças da comunidade. Piva também passou uma das tardes ensinando malabarismo.
"Perdido pelos caminhos desta ilha, cheguei de repente na comunidade NABUKA VESI e rapidamente, fui abraçado por todos. São estes encontros surpresa entre o artista e a comunidade, a chegada sob os olhares curiosos e depois do primeiro contato, a alegria pela festa, pela brincadeira, pelo show. Sou um estranho, mas aos olhos deles, um mágico forasteiro que apareceu assim, do nada, cheio de segredos deste mundo maluco.


Rogério Piva